O Globo – Bolsonaro destrói caminhos para construção de prestígio do Brasil

Artigo publicado pelo jornal O Globo em 19 de agosto de 2020.

Apresenta alguns dados iniciais da pesquisa de doutorado pelo King’s College London em parceria com o IRI/USP. Indica como a percepção de caminhos para construção do prestígio internacional contrasta com o que o governo do Brasil tem feito de fato desde 2019.

Abaixo, alguns dos trechos do texto:

Ao se tornar epicentro da pandemia do novo coronavírus em meio a uma crise política e a uma postura presidencial de negação da ciência, o Brasil viu nos últimos meses sua imagem internacional atingir um dos piores patamares da história. Para além dos problemas internos, que pioram a reputação do país, o governo de Jair Bolsonaro parece interessado em destruir qualquer alternativa de caminho para a construção e ampliação do prestígio internacional do Brasil.

Esta avaliação é parte dos resultados da pesquisa de doutorado (ainda inédita) que desenvolvo no King’s College London (em parceria com a USP). Ela se baseia em entrevistas com 94 membros da comunidade de política externa dos cinco países que são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU — ou seja, as maiores potências do planeta.

Ao analisar o nível de reconhecimento da importância do Brasil para essas potências, é evidente que o país não tem muito poder militar ou econômico, e que soft power (poder de influência sem uso da força) tem alcance limitado. Assim, seria necessário e possível usar caminhos alternativos para ampliar o status do Brasil no mundo. Esses caminhos é que estão sendo destruídos pelo atual governo.”

A Cara do Brasil – Os caminhos do prestígio

Comentário de 23 de agosto de 2020 no quaro A Cara do Brasil, na rádio CBN. Apresenta dados iniciais da pesquisa de doutorado realizado no King’s College London e no IRI/USP, indicando a percepção dos países mais poderosos do mundo a respeito dos caminhos que o Brasil pode adotar para melhorar seu status internacional e ampliar seu prestígio.

A Cara do Brasil – O exemplo de o que não fazer em uma pandemia

Comentário do quadro A Cara do Brasil, na rádio CBN, em 09 de agosto de 2020.

Analisa a chegada do Brasil à marca de 100 mil mortos pelo novo coronavírus e como o país se consolidou como um exemplo de o que não fazer em uma crise, um símbolo de ações equivocadas no combate à pandemia. Mostra que o país chegou à triste marca por conta de erros na condução de uma política de saúde coordenada, e que atingiu o altíssimo número de vítimas sem uma perspectiva de conseguir reduzir o imhttps://cbn.globoradio.globo.com/media/audio/311226/no-combate-pandemia-o-brasil-virou-um-exemplo-nao-.htmpacto do covid-19.

Um Brasil – Pandemia e nacionalismo

Entrevista em vídeo com o pesquisador César Jiménez-Martínez.

“A expectativa é que o mundo pós-pandemia seja mais nacionalista como um reflexo do padrão adotado durante o período de combate ao covid-19. Essa fase está sendo marcada mais pela competição do que pela cooperação internacional. O assunto foi debatido no UM BRASIL, uma realização da FecomercioSP, por César Jiménez Martínez, professor do Global Media and Communications at Cardiff University School of Journalism, Media and Culture.”

“O [novo] coronavírus é uma crise global, mundial, mas a resposta da crise é de maioria nacional, de governo nacional. Acho que o interessante da crise atual é mostrar a importância da ideia de nação nas nossas vidas. É provável que o mundo pós-pandemia seja muito mais fechado, mais nacionalista”, diz.

Martinez destaca, entretanto, que o nacionalismo é uma forma de discurso que pode ter diferentes ideologias, mais global e aberto ao mundo ou mais protecionista. O especialista também fala ao jornalista Daniel Buarque sobre o papel da mídia na pandemia, além de traçar um paralelo entre a imagem negativa do Brasil no cenário internacional, no momento, com os protestos que ocorreram em 2013.

A Cara do Brasil – A ascensão da diplomacia científica

Comentário do quadro A Cara do Brasil, da rádio CBN, em 02 de agosto de 2020, tratou da situação científica mundial no atual momento de pandemia. A integração de esforços acelera a descoberta de uma vacina contra a Covid-19. em contraste à ação dos EUA, que tenta comprar estoques inteiros de vacinas, Daniel cita o ideal colaborativo entre os cientistas.